Foguetes Maravilha

Em 2008, Alex Cassal e Felipe Rocha formaram o grupo Foguetes Maravilha. Sua primeira colaboração, o monólogo Ele precisa começar, escrito por Felipe Rocha e dirigido pelos dois, estreou neste mesmo ano no Rio de Janeiro e desde então esteve em festivais e teatros por todo o Brasil, de Curitiba a Manaus, de Cuiabá a Fortaleza, atingindo um público de centenas de pessoas com apresentações, oficinas e debates. Em sua temporada paulista, Ele precisa começar foi indicado como destaque da temporada pela Folha e pelo Estado de São Paulo.
Em 2009 Alex e Felipe participaram do projeto Estúdios, idealizado pelo diretor Tiago Rodrigues do grupo português Mundo Perfeito. Este encontro resultou na criação e na apresentação no Teatro Maria Matos, em Lisboa, de três espetáculos teatrais. Na mesma ocasião, Alex Cassal e Felipe Rocha participaram com os solos “Alcubierre” e “Uma história nefanda?” de uma mostra realizada em uma piscina desativada da capital portuguesa. Este seria o embrião do espetáculo 2histórias, com textos de Alex Cassal e Sérgio Sant’anna dirigidos por Clara Kutner e Felipe Rocha.
Em 2010, Felipe Rocha recebeu a bolsa do Centre International des Récollets – Paris para escrever o texto teatral Ninguém falou que seria fácil. Mais uma vez dirigido por Felipe Rocha e Alex Cassal, e interpretado por Felipe Rocha, Renato Linhares e Stella Rabello, o espetáculo estreou no Rio de Janeiro no ano seguinte e recebeu elogios unânimes da crítica e do público em sucessivas temporadas. Ninguém falou que seria fácil recebeu os prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica (para Felipe Rocha, na categoria autor) e foi indicado ainda ao Prêmio Questão de Crítica nas categorias direção, espetáculo e elenco.
Ainda em 2011, os Foguetes Maravilha estrearam no Rio de Janeiro 2histórias e a performance Toda nudez será castigada, baseada em Nelson Rodrigues, criada para o projeto In-Drama. O grupo também realizou sucessivas temporadas dos espetáculos Ele precisa começar, Ninguém falou que seria fácil e 2histórias em teatros cariocas e em festivais em cidades como Brasília, Porto Alegre e Salvador.
Para 2012, os Foguetes Maravilha têm agendadas apresentações de seus espetáculos em diversos eventos nacionais e em Portugal, e a criação de um novo espetáculo com o Mundo Perfeito, que estreará também em Portugal no segundo semestre.
www.foguetesmaravilha.tumblr.com

FELIPE ROCHA – co-direção, texto e atuação
Nascido em Paris em 1972, faz teatro desde 1986 e formou-se em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio). Já trabalhou como ator com a Intrépida Trupe e com os diretores Amir Haddad, Aderbal Freire-Filho, Antônio Abujamra, Christiane Jatahy, Domingos Oliveira, João Falcão e Moacir Chaves, entre outros. Como bailarino em dança contemporânea trabalhou com Cristina Moura, Márcia Rubin, Dani Lima, Paulo Mantuano e Henrique Schuller.
Desde 2004 trabalha regularmente com o diretor Enrique Diaz, em espetáculos como “Ensaio.Hamlet”, “Gaivota – tema para um conto curto”, “Notícias Cariocas”, “Não olhe agora” e “Otro” entre outros, apresentando-se em Festivais na França, Rússia, Portugal, Japão, Espanha, Argentina, Alemanha, Canadá, Colômbia e Estados Unidos. É membro do Coletivo Improviso, dirigido por Enrique Diaz e Mariana Lima.
Juntamente com Alex Cassal, é fundador do grupo Foguetes Maravilha em espetáculos como “Ele precisa começar” (apresentado em mais de 40 cidades brasileiras), “Ninguém falou que seria fácil” e “2 histórias. Escreveu, atuou e co-dirigiu os espetáculos “Ele precisa começar” e “Ninguém falou que seria fácil” (que lhe rendeu este ano os prêmios Shell, Questão de Crítica e APTR de melhor dramaturgia). Em 2009, participou dos projetos do coletivo Mundo Perfeito “Estúdios” e “Cartões de Visita”, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Seus últimos trabalhos em vídeo são os seriados “Trago comigo”, de Tata Amaral; “Mulher de fases”, de Ana Luiza Azevedo e Márcio Schoenardie; e “Aline”, de Maurício Farias. Em cinema, atuou recentemente em “Vai que dá certo”, de Maurício Farias; e “Engenho de Dentro”, de Roberto Berliner.
Em 2012, Felipe é um dos artistas cariocas a participar em Londres do Projeto “Rio Artists Occupation London”, e vai criar, ao lado dos outros membros dos Foguetes Maravilha, um espetáculo em Lisboa com o artista Tiago Rodrigues e o grupo Mundo Perfeito.
www.feliperochaeletronico.blogspot.com

ALEX CASSAL – direção
Alex Cassal é diretor, dramaturgo, ator e historiador. Nasceu em Porto Alegre em 1967. Nos anos 80, foi um dos fundadores do Movimento de Grupos de Teatro de Rua de Porto Alegre, nos quais contribuiu na busca de novas diretrizes para a arte em espaços públicos. Vivendo no Rio de Janeiro desde 1996, vem trabalhando com artistas da cena contemporânea como Dani Lima, Enrique Diaz e o diretor português Tiago Rodrigues. Com Felipe Rocha, criou e dirige os Foguetes Maravilha, responsável por espetáculos que vem conquistando elogios da crítica e do público no Rio de Janeiro e em diferentes cidades brasileiras: “Ele precisa começar”, “2histórias” e “Ninguém falou que seria fácil”.
Colaborou com o coletivo português Mundo Perfeito, em projetos teatrais como “Estúdios”, “Cartões de Visita” e “Hotel Lutécia”, todos criados e apresentados em Lisboa. Desde 2002, participa das criações da coreógrafa Dani Lima – atualmente é responsável pela dramaturgia de seu novo projeto, “100 gestos que marcaram o século XX” (estreia em julho de 2012). Colaborou com os diretores Enrique Diaz e Cristina Moura em “Otro”, apresentando em festivais no Brasil, Europa e Ásia.
Suas realizações mais recentes como autor são os textos “Horses Hotel”, que recebeu o Prêmio Myriam Muniz de montagem; “Septeto Fatal”, que está sendo produzido pelos festivais Conexões (SP) e PANOS (Lisboa); “Alcubierre” e “Buraco de Minhoca”.
Suas realizações mais recentes como diretor, além de “Ele precisa começar” e “Ninguém falou que seria fácil”, são o monólogo “Uma história à margem”, com o poeta Ricardo Chacal (estreia em maio de 2012), os espetáculos de dança “[ojos]”, criado no México através do Programa de Residências Artísticas para Criadores de Iberoamérica; e o vídeo “Jornada ao umbigo do mundo”, já exibido em inúmeros festivais brasileiros e em países como Uruguai, Chile, Argentina, México, Cuba, EUA, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Grécia, Croácia, China e Japão.
www.alexcassal.blogspot.com

RENATO LINHARES – atuação

Nascido no Rio Grande do Sul e residente no Rio de Janeiro, é ator e bailarino. Já trabalhou com grupos como Cia dos Atores, Teatro Armazém e Intrépida Trupe e diretores como Pedro Brício e Antônio Gilberto. Com os Foguetes Maravilha, participa do espetáculo teatral “Ninguém falou que seria fácil”. É integrante do Coletivo Improviso, dirigido por Enrique Diaz e Mariana Lima, desde 2002, tendo participado dos espetáculos “Otro” e “Não olhe agora”, apresentados em festivais em países como França, Alemanha, Japão, Suíça e Holanda. Com o diretor espanhol Fernando Renjifo, participou dos espetáculos “Impromptus” e “Paisaje Invisible”. Com a coreógrafa Cristina Moura, participou dos espetáculos “O menino que vendia palavras”, “A mulher que matou os peixes… e outros bichos”, “To beauty or not to beauty”, “I Was Born To Die” e “Homens”. Fez parte da Intrépida Trupe por 8 anos, tendo dirigido o espetáculo “Metegol” e participado de “Sonhos de Einstein” e “Flap”.
Iniciou seus estudos em teatro com o grupo gaúcho Ói Nóis Aqui Traveiz, realizando o espetáculo “A Exceção e a Regra” de Bertolt Brecht.

STELLA RABELLO – atuação
Nasceu em 1976 no Rio de Janeiro. Trabalha como atriz desde 1991. Atualmente está em cartaz com os espetáculos “Os Altruístas” de Nicky Silver, direção e adaptação de Guilherme Weber; e “Ninguém falou que seria fácil” de Felipe Rocha, direção de Alex Cassal e texto de Felipe Rocha – espetáculo ganhador em 2011 dos prêmios Shell, APRT e Questão de Crítica na categoria texto, e indicado ao Prêmio Questão de Crítica nas categorias direção, espetáculo e elenco. É uma das artistas cariocas a participar em Londres do Projeto “Rio Artists Occupation London”.
Com a diretora e dramaturga Christiane Jatahy , atuou nos espetáculos “Corte Seco”, tendo se apresentado no Rio de Janeiro, São Paulo e em diversos festivais pelo Brasil; “A falta que nos move” e “Vestido de Noiva”, dentro do projeto In-Drama. De 2002 a 2006, integrou a Armazém Cia. de Teatro do diretor Paulo de Moraes, tendo atuado nos espetáculos “Alice através do Espelho”, “Pessoas Invisíveis”, “A Caminho de casa” e “Toda Nudez Será Castigada”. Trabalhou com a Cia. Ensaio Aberto de Luiz Fernando Lobo como atriz e assistente de direção em “A Mãe”, “O Interrogatório”, “Cabaré Youkali, “Olga Benário – Um Breve Futuro”, “A Missa dos Quilombos” e “Havana Café”. Trabalhou também com os diretores Miguel Falabella, Charles Möeller, Cláudio Botelho e Marcelo Saback, entre outros. Fez a assistência de direção e criação dos espetáculos “Fitzjam” de Pedro Brício, “A Falta que nos Move” e “O Livro” de Christiane Jatahy e “Ele Precisa Começar” de Felipe Rocha e Alex Cassal.
www.stella-rabello.blogspot.com.br

IGNACIO ALDUNATE – assistente de direção
Ator, bailarino e diretor de teatro. Tem licenciatura e bacharelado em teatro pela PUC de Santiago do Chile e atualmente é mestrando em Artes Cênicas pela Unirio. No Chile, atuou em peças de teatro de diretores como Claudio Barbas, Jaime Vadell, Willy Semler, Verônica Garcia Huidobro, Fernando Menezes e a coreógrafa Elizabeth Rodriguez. Em 2003 vem para o Brasil, onde trabalhou com diretores como Eduardo Wotzik, Camila Vidal e Eduardo Vaccari e em dança com Esther Weitzman e Gustavo Ciríaco. Com Gustavo Ciríaco é interprete e co-criador de “Eles vão Ver”, “Nada, vamos ver” e “Still, sob o estado das coisas”, espetáculos de dança já apresentados em eventos no Brasil e em países como Alemanha, Portugal e Cuba.

ALICE RIPOLL – direção de movimento
Coreógrafa e bailarina, atua no Rio de Janeiro na áreas de dança, vídeo, preparação corporal e educação. Entre seus trabalhos mais recentes na dança destacam-se a direção do espetáculo “Cornaca”, ao lado de Juliana Medella, que teve sua estreia no Panorama da Dança; e o trabalho “Coreografia para Prédios, Pedestres e Pombos”, de Dani Lima, onde atuou como intérprete, ambos em 2010. Ainda neste ano, dirigiu o vídeo-dança “Desnudamento Público das Paixões”, criado para o Festival Dança em Foco; e foi assistente de direção e preparadora corporal do espetáculo teatral “Terra do Nunca”, de Ivan Sugahara. Com os Foguetes Maravilha, fez a direção de movimento de “Ninguém falou que seria fácil” e “2histórias” e atuou em “Toda nudez será castigada”.

MARINA PROVENZANO – colaboração na criação
Nascida no Rio de Janeiro em 1987, faz teatro desde 1999, tendo iniciado sua formação com a atriz e diretora Joana Moraes. Estudou com Sura Berditchevsky, Cico Caseira, André Matos e Hamilton Vaz Pereira, Daniel Herz, Antônio Mecha, Sérgio Penna, Judith Malina, Marta Cotrim, José Celso Martinez Corrêa e outros. Trabalhou como atriz com a companhia paulista São Jorge de Teatro e Variedades no projeto “Intervenções” na Barra Funda. Formada em cinema pela PUC do Rio de Janeiro, com participação em curtas-metragens de diretores como Victoria Visco.

TOMÁS RIBAS – iluminação
Artista, iluminador, vencedor do Prêmio Shell 2011 por “RockAntygona”; vencedor do Prêmio Shell 2006 e indicado para o Prêmio Eletrobras pela peça “O Perfeito cozinheiro das almas desse mundo” dirigida por Jefferson Miranda. Indicado para o Prêmio Shell em 2009 por “Cine-Teatro Limite”, em 2005 por “A incrível Confeitaria do senhor Pellica” e em 2004 por “Dilacerado”.
Trabalhou com diretores como Paulo José, Jefferson Miranda, Gilberto Gawronski, Aderbal Freire-Filho, Antônio Gilberto, Pedro Brício, Daniela Pereira de Carvalho, Roberto Alvim e Domingos de Oliveira.

AURORA DOS CAMPOS – cenografia
Nascida no Rio de Janeiro, é bacharel em cenografia pela UNIRIO, trabalha com cenografia e direção de arte.
Em 2008 teve três indicações a prêmio de melhor cenografia: o Prêmio Shell 2008 com o espetáculo “A forma das coisas”, direção de Guilherme Leme; e o 3º Prêmio APTR 2008 também por “A forma das coisas”  e pela peça  “Quartos de Tennessee”, direção de Susana Ribeiro.  Alguns outros cenários que assinou foram: “Otro”, do Coletivo Improviso, direção de Enrique Diaz e Cristina Moura; “Devassa” – segundo “A caixa de Pandora” de Frank Wedekind – com a Cia dos Atores, direção de Nehle Franke; “Tentativas Contra a vida dela”, direção de Felipe Vidal; “RockAntygona”, direção de Guilherme Leme; “La música”, direção de Marcos Loureiro; “Shirley Valentine”, direção de Guilherme Leme; “O estrangeiro”, direção de Vera Holtz e Guilherme Leme; “Ele precisa começar”, direção de Felipe Rocha e Alex Cassal.
www.auroradoscampos.blogspot.com

RODRIGO MARÇAL – direção musical
Rodrigo Marçal é produtor musical desde 1997. Já compôs trilhas sonoras para vários espetáculos de artes cênicas, cinema e televisão. Entre os destaques estão “Gaivota – tema para um conto curto”, dirigida por Enrique Diaz;  “Noticias Cariocas”, “Auto-Peças” e “Devassa”, para a Cia dos Atores; “Still”, “Nada – Vamos Ver” e “Eles Vão Ver”, da Gustavo Ciríaco Cia de Danca; “H3”, de Bruno Beltrão e Grupo de Rua; “9+1” e “Chapa Quente”, da Cia Urbana de Dança; “Por Uma Vida Um Pouco Menos Ordinária” e “Medida Por Medida”, de Gilberto Gawronski; “André” e “Corte Seco” de Christiane Jatahy; “Acqua Toffana” e “Fitzjam”, de Pedro Brício; “Glass”, de Haroldo Rêgo; “A Máquina De Abraçar” e “A noite de Molly Bloom”, de Malu Galli; “Pé de quê?”, para o Canal Futura; “Esta estória dava um filme”,para o Multishow;  além de toda a  identidade sonora atual do canal GNT; e os longa-metragens “Cidadão Boilesen”, “Ressaca”, “A falta que nos move” e “Um Romance de Geração”.
É sócio-proprietário do Estudio Arp.X
www.arpx.com.br

ANTÔNIO MEDEIROS – figurinos
Figurinista de séries e novelas da Rede Globo, como “Tapas & Beijos”, “Aline”, “A Favorita”, “Viver a Vida” e “Clandestinos”. Realizou os figurinos de espetáculos como “Ninguém falou que seria fácil”, dos Foguetes Maravilha, e “À primeira vista”, de Enrique Diaz.

TATIANA GARCIAS – produção executiva
Produtora Executiva, já trabalhou com a Cia de Teatro Os Dezequilibrados, do diretor Ivan Sugahara; Cia dos Atores, do diretor Enrique Diaz; e Cia de Dança Dani Lima. Produziu eventos como Bienal de Artes da UNE, Rio Internacional Cello Encounter, Tempo Festival das Artes e In-Drama. É responsável pela produção da Focus Cia de Dança desde sua criação; e atualmente também dos Foguetes Maravilha, com “Ele precisa começar, ”2histórias” e “Ninguém falou que seria fácil”; e da Cia Vértice de Teatro, da diretora Christiane Jatahy, com “Corte Seco” e “O Livro”.

CUBÍCULO – projeto gráfico
O Cubículo se formou a partir do encontro dos designers Fábio Arruda e Rodrigo Bleque. Desde 2001 trabalham juntos em projetos nas áreas de cinema, música, literatura, teatro, dança, artes plásticas e arquitetura. Produziram, entre outros , os projetos gráficos para o Teatro Poeira – identidade visual; para a festa Moo – colaboração na concepção da identidade visual; para os espetáculos “Medeia”, direção de Bia Lessa, “Moby Dick”, “Hamlet” e “Púcaro Búlgaro”, direção de Aderbal Freire-Filho; para o livro “Jean Nouvel” – lançado em sua exposição no Rio de Janeiro; para o CD “Todas as Coisas e Eu”, de Gal Costa (ganhador do prêmio de melhor capa de CD na 7ª Bienal de Design Gráfico do Brasil).
Hoje produzem numa casa no bairro do Humaitá na cidade do Rio de Janeiro.
www.cubiculo.net